quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ANÁLISE DOS DIFERENTES TIPOS DE SOFTWARE USADOS NA EDUCAÇÃO

A aprendizagem pode ocorrer basicamente de duas maneiras: a informação é memorizada ou é processada pelos esquemas mentais e esse processamento acaba enriquecendo esses esquemas. Neste último caso, o conhecimento é construído. Essas diferenças em aprender são fundamentais, pois em um caso significa que a informação não foi processada e, portanto, não está passível de ser aplicada em situações de resolução de problemas e desafios. Essa informação, quando muito, pode ser repetida de maneira mais ou menos fiel, indicando a fidelidade da retenção. Por outro lado, o conhecimento construído está incorporado aos esquemas mentais que são colocados para funcionar diante de situações problema ou desafios. Neste caso, o aprendiz pode resolver o problema, se dispõe de conhecimento para tal ou deve buscar novas informações para serem processadas e agregadas ao conhecimento já existente.
O processo de como se dá o enriquecimento das estruturas mentais tem sido explicado por diversos autores: Lawler (1985) faz isso com relação ao conhecimento de números, Karmiloff-Smith (1995) com aquisição da linguagem e Kurt Fischer (1980), propõe cinco regras de transformação que permitem entender como novas habilidades são produzidas (teoria da habilidade).
O computador pode ser um importante recurso para promover a passagem da informação ao usuário ou facilitar o processo de construção de conhecimento. No entanto, por intermédio da análise dos software, é possível entender que o aprender (memorização ou construção de conhecimento) não deve estar restrito ao software, mas à interação do aluno-software. Como foi mostrado por Piaget, o nível de compreensão está relacionado com o nível de interação que o aprendiz tem com o objeto e não com o objeto em si. Alguns software apresentam características que favorecem a compreensão, como no caso da programação; outros, onde certas características não estão presentes, requerem um maior envolvimento do professor, criando situações complementares ao software de modo a favorecer a compreensão, como no caso do tutorial. Assim, a análise dos software educacionais, em termos da construção do conhecimento e do papel que o professor deve desempenhar para que esse processo ocorra, permite classificá-los em posições intermediárias entre os tutoriais e a programação. No entanto, cada um dos diferentes software usados na educação, como os tutoriais, a programação, o processador de texto, os software multimídia (mesmo a Internet), os software para construção de multimídia, as simulações e modelagens e os jogos, apresenta características que podem favorecer, de maneira mais ou menos explícita, o processo de construção do conhecimento. É isso que deve ser analisado, quando escolhemos um software para ser usado em situações educacionais.
No caso dos aplicativos, como os processadores de texto, as ações do aprendiz podem também ser analisadas em termos do ciclo descrição-execução-reflexão-depuração-descrição. Quando ele está escrevendo um texto, usando um processador de texto, a interação como o computador é mediada pelo idioma natural (idioma materno) e pelos comandos do processador de texto para formatar o texto (centrar o texto, grifar palavras, etc.). Muitos processadores de texto são simples de usar e facilitam a expressão escrita de nossos pensamentos. Porém, a parte da execução é muito desvantajosa. O processador de texto só pode executar o aspecto de formato do texto ou alguns aspectos de estilo da escrita, mas ainda não pode executar o conteúdo do mesmo e apresentar feedback em termos do significado ou do conteúdo do que queremos dizer. Considerando que o computador só pode apresentar o resultado da execução do formato, o aprendiz só pode refletir em termos das idéias originais do formato, comparando-o com o resultado apresentado. Por exemplo, se o texto centrado está bom ou se a tipo de fonte está ou não adequado. Com relação ao conteúdo, a comparação entre o que está escrito e as idéias originais não ocorre. O aprendiz pode ler o texto, mas se o computador não pode executar o conteúdo do texto, não há resultados sobre conteúdo que possam ser comparados com a idéia original. Assim, a reflexão e depuração nessa atividade somente são possíveis em termos do formato do texto.
No caso da multimídia, deve ser feita uma diferenciação entre o uso de uma multimídia já pronta e o uso de sistemas de autoria para o aprendiz desenvolver sua multimídia.
O uso de multimídia não é muito diferente do que acontece com os tutoriais. Claro que, no caso da multimídia, existem outras facilidades como, a combinação de textos, imagens, animação, sons etc., que facilitam a expressão da idéia. Porém, a ação que o aprendiz realiza é a de escolher entre opções oferecidas pelo software. Ele não está descrevendo o que pensa, mas decidindo entre várias possibilidades oferecidas pelo software. Uma vez escolhida uma seleção, o computador apresenta a informação disponível e o aprendiz pode refletir sobre a mesma. Com base nessa análise, ele pode selecionar outras opções. Esta série de seleções e as idas e vindas entre tópicos de informação, constitui a idéia de navegação no software.
A análise dos diferentes usos do computador na educação nos permite concluir dois resultados importantes. Primeiro, que o computador pode tanto passar informação ao aprendiz, quanto auxiliar o processo de construção doconhecimento e de compreensão do que fazemos. Segundo, que implantar computadores nas escolas sem o devido preparo de professores e da comunidade escolar, não trará os benefícios que esperamos.
O uso de computadores para auxiliar o aprendiz a realizar tarefas, sem compreender o que está fazendo, é uma mera informatização do atual processo pedagógico. Já, a possibilidade que o computador oferece como ferramenta para ajudar o aprendiz a construir conhecimento e a compreender o que faz, constitui uma verdadeira revolução do processo de aprendizagem e uma chance para transformar a escola.
O ensino tradicional e a informatização desse ensino são baseados na transmissão de informação. Neste caso, o professor, como também o computador, é o dono do conhecimento e assume que o aprendiz é um vaso vazio a ser preenchido. O resultado desta abordagem educacional é um aprendiz passivo, sem capacidade crítica e com uma visão do mundo de acordo com o que foi transmitido. Ele terá muito pouca chance de sobreviver na sociedade do conhecimento que estamos adentrando. De fato, o ensino tradicional ou a sua informatização produz profissionais obsoletos.
José Armando Valente
Este é meu slide:"SETE MOTIVOS PARA UM PROFESSOR CRIAR UM BLOG"

terça-feira, 22 de setembro de 2009

LUA E FLOR

De Oswaldo Montenegro

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...


E sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão...

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
Eu amava ter ,no coraçao
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...


MEMORIAL

Sou a caçula de uma família de dois filhos,tenho um irmão, chamado Alessandro, sempre vivemos em uma boa harmonia dentro de casa, é claro com uma briguinha aqui outra ali, mas isso é normal em uma verdadeira familia.
Me casei com 17 anos de idade, tinha acabado de terminar o ensino médio, foi quando fiz a prova do Enem, e graças a Deus fui aprovada e chamada para cursar Licenciatura em Computação,na Faculdade Fortium, com 50% de desconto, já estou no 3º semestre,e no momento sou somente estudante. Neste semestre nossa turma está estudando uma nova disciplina, Informática na Educação, uma disciplina que eu espero que nos ajude a levar o conhecimento de uma forma diferente até os nossos futuros alunos. Quem ministra as aulas é a professora Lucicleide, e foi ela que nos motivou a criar este blog,nos mostrando que o conhecimento é sem fronteiras, que não existe mais aquela história que pra estudar você tem que está dentro da sala de aula.Espero aprender mais e mais com a nossa professora.
As habilidades que tenho com Pc, na minha opinião, são mínimas,tenho habilidade com officee, com Movie Maker(que por sinal aprendi fazendo um video para apresentação em sala, a pedido da nossa Educadora Lucicleide),na verdade sei mexer no computador por completo, o acho que ainda não tenho habilidade.Quero adquirir habilidades, de poder manusear o software e hadware com precisão.
O me proccesso na inclusão digital foi um pouco lento, fiz um curso básico do básico de informática, que não aprendi quase nada, até entra na Faculdade, tudo que sabia sobre pc, tinha aprendido sozinha sem cursos, principalmente a parte do Office 2007, adquirir totalmente sozinha.
O que me despertou o interesse na área da Computação, foi o manuseio que eu tinha diariamente com pc e por ser uma área aberta pro mercado de trabalho.
Se eu pudesse inventar um programa de computador eu inventaria um programa que, me desse o resultado com precisão, de quantos litros de água potável ainda temos no mundo, não sei se já existe um, mas se não, seria esse ai que eu faria.
Tenho 19 anos de idade, não tenho filhos, sou Cristã Protestante, e levo uma vida abençoada, graças a Deus, tenho colegas maravilhosos na faculdade alguns até que posso chamar de amigo, são aqueles que quando terminar o curso, saberremos que não terminará a amizade.